5 dicas infalíveis para manter seus negócios digitais regularizados

Com o desenvolvimento tecnológico e a presença cada vez maior da internet na rotina da população, os negócios digitais se tornaram a opção perfeita para empreendedores. Diante do aumento do uso das redes sociais, surgiram formas eficazes de promover o empreendimento, independente do nicho em que ele se encaixa. Assim, muitas pessoas passaram a se aventurar no mercado digital. O segmento de cursos online, por exemplo, cresceu consideravelmente nos últimos anos. Porém, conforme o negócio vai crescendo, outras preocupações surgem e afligem muitos empreendedores. Como regularizar os seus negócios digitais? Afinal, obrigações fiscais e financeiras passam a fazer parte da rotina e precisam ser cumpridas para evitar problemas. Por isso, preparamos este post com dicas valiosas para manter seu negócio digital regularizado. Confira: 1 – Defina o tipo de empresa No início, é comum atuar como Pessoa Física. Porém, conforme o negócio vai crescendo e as vendas aumentando, é interessante procurar abrir uma empresa. Afinal, na maioria dos casos, continuar atuando como PF é desvantajoso, devido a quantidade de impostos. Por isso, caso ainda não tenha uma empresa, busque saber da situação fiscal do seu negócio para encontrar o modelo mais adequado. Para manter tudo regularizado, fique de olho também nos requisitos do modelo em que está inserido, atentando-se para quando for necessário mudar de modelo. Os tipos mais comuns para negócios digitais são: MEI – Microempreendedor Individual O MEI é a modalidade feita para regularizar quem trabalha por conta própria. Por meio da contribuição mensal, você tem um CNPJ e contribui para o INSS. Para ser MEI, é preciso ter renda bruta de até 81 mil reais por ano, ou seja, R$ 6.750,00 reais de renda bruta mensal; ter somente um empregado e não participar em outra empresa, como sócio, ou titular. ME – Microempresa Já na microempresa (ME), é possível ter um ou mais sócios e faturar até R$360 mil por ano. Seu negócio também pode integrar o Simples Nacional, regime tributário que unifica 8 impostos em uma única guia por mês, a DAS. EPP – Empresa de Pequeno Porte A empresa de pequeno porte (EPP) tem faturamento entre R$360 mil e R$4,8 milhões ao ano. Uma EPP pode ter vários sócios, com o limite de 99 funcionários, dependendo do segmento da empresa. 2 – Escolha o regime de tributação O regime tributário define como os impostos serão cobrados e pagos, além de estipular a carga tributária. Por isso, é essencial escolher bem o regime de tributação, considerando as necessidades do seu negócio. Hoje, os regimes tributários mais comuns são: Simples Nacional: regime em que os Microempreendedores Individuais (MEI), Empresas de Pequeno Porte, Microempresas e as Empresas Individuais de Responsabilidade Limitada são enquadrados, com taxas menores. Lucro Presumido: neste regime estão empresas que fazem apuração simplificada do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Lucro Real: destinado a empresas maiores, e é um dos mais complexos regimes tributários. 3 – Mantenha a parte fiscal do negócio atualizada Para ter o negócio sempre regularizado, é crucial acompanhar a situação fiscal. Diante de pendências, atrasos no pagamento ou inadimplências, o seu negócio pode ser penalizado, gerando problemas. Para conferir a situação do seu negócio, visite o site da Receita Federal. Lá, é possível verificar se há alguma pendência. Para evitar essas dificuldades, é interessante traçar estratégias que garantam o cumprimento das obrigações. Assim, recomendamos a elaboração de um planejamento tributário, ferramenta que faz a gestão das obrigações fiscais e dos tributos que devem ser pagos. Para isso, conte com o apoio de um contador, que vai ajudar a organizar toda a parte fiscal do negócio. 4 – Emita nota fiscal Esse é um assunto que ainda gera muitas dúvidas. Afinal, preciso emitir nota fiscal? Um mito comum é o de que quem é MEI, por exemplo, não precisa emitir o documento. Essa afirmação está correta em partes: se você vender para pessoa física, a emissão é opcional. Mas, se vender para pessoa jurídica, precisa emitir nota fiscal, sim. De uma forma geral, emitir nota fiscal é um dever de qualquer empresa que oferece um produto ou serviço, a menos que ela seja isenta por algum motivo, cenário bem raro atualmente. Porém além da obrigação, emitir nota fiscal garante benefícios, dando mais transparência para o seu negócio. Assim, seus clientes têm mais confiança no produto ou serviço oferecido, já que recebem uma garantia fiscal. A emissão desse documento também constrói um bom relacionamento com órgãos reguladores, abrindo oportunidade para benefícios fiscais e evita problemas com o Fisco. 5 – Declare sua receita corretamente Estar com a receita declarada de forma completa e correta é um dos requisitos mais importantes para manter os seus negócios digitais legalizados. A Receita Federal tem acesso aos registros das transações que você faz. Por isso, não faz sentido tentar esconder transações; muito provavelmente, elas serão encontradas. É a declaração de imposto de renda pessoa jurídica (IRPJ) que repassa ao Governo Federal os dados sobre as transações fiscais e financeiras das empresas, certificando o seguimento das obrigações. Portanto, para evitar problemas com a Receita Federal e evitar multas que podem gerar prejuízos muito maiores para sua empresa, certifique-se de que a declaração esteja em dia e condizente com a realidade do negócio. Bônus: automatize e terceirize Garantir que o negócio digital está legalizado e sempre regularizado pode ser um desafio. Principalmente porque muitos empreendedores não têm conhecimentos fiscais e tributários e ainda tem uma série de outras tarefas para fazer, buscando impulsionar o crescimento. Por isso, uma dica importante é contar com o apoio de um contador para garantir que todas as obrigações estão sendo cumpridas e organizar a parte fiscal e financeira do negócio. Assim, é possível ter mais tempo e tranquilidade para investir de verdade no seu negócio. Além disso, existem várias soluções interessantes para incorporar na rotina, como sistemas de automatização do relacionamento com o cliente, softwares de gestão de vendas e soluções de automatização da emissão de notas fiscais. Além disso, dependendo do